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Janeiro começou com cara de “virada de ciclo” — e os números ajudam a explicar

Eliseu Mânica Jr. – Edição #031

Até sexta-feira, 22/01/2026, o Ibovespa saiu de 160.538 pontos (02/01) para perto de 175,5 mil pontos, o que dá +9,3% no ano em menos de um mês.

Por que a Bolsa já subiu ~10% tão rápido?

1) O Brasil ficou “barato demais” por tempo demais

Quando o mercado está precificando Brasil como se fosse dar tudo errado o tempo todo, qualquer melhora marginal (expectativa de juros, risco, fluxo) muda o jogo.

Esse movimento de janeiro tem muito desse “re-rating”: o investidor global volta a olhar o que estava ignorando.

2) Fluxo estrangeiro voltou com força

O dado mais importante do mês, na minha visão, é esse:
📈 O investidor estrangeiro já estava com entrada líquida de ~R$ 12,35 bilhões nos primeiros 21 dias de janeiro.

Pra ter contexto:

  • Em 2025, o saldo líquido do estrangeiro na Bolsa foi de ~R$ 25,5 bilhões.

  • Ou seja, em “quase um mês” de 2026, entrou quase metade do que entrou no ano inteiro passado.

Isso é o mercado dizendo:
“ok, emergentes voltaram pro radar — e o Brasil está no cardápio”.

3) Não é só “Brasil”: é rotação global pra risco/valor/emergentes

O investidor não está olhando apenas o Ibovespa.
Ele está reprecificando várias bolsas fora do eixo “EUA big tech”.

Exemplo:

  • Em 2025, a Coreia (KOSPI) foi um dos destaques, com alta perto de +76% no ano.

  • O próprio MSCI Emerging Markets teve um ano forte em 2025 (retorno anual em GBP mostrado nessa série).

💡 A mensagem por trás disso:

Quando o capital global decide “aumentar beta”, emergentes e ativos de valor costumam sentir primeiro.

4) Commodities podem estar montando o palco (e isso favorece o Brasil)

Se estivermos no começo de um ciclo de commodities (ouro e prata em destaque; energia voltando a ter prêmio de risco), o Brasil tende a ser beneficiado.

Por quê?

  • A Bolsa brasileira é muito ligada a bancos + commodities + empresas cíclicas.

  • E quando o mundo gira para “real assets”, o Brasil costuma aparecer no mapa.

O que eu tiraria disso como investidor:

Esse tipo de janeiro costuma separar dois perfis:

  • 🧠 Quem quer “acertar o topo e o fundo” (e geralmente perde a maior parte do movimento).

  • ⚙️ E quem tem processo, carteira, gestão de risco — e aproveita o ciclo quando ele se apresenta.

Se o fluxo estrangeiro continuar e a narrativa de emergentes permanecer “aberta”, o Brasil pode ter um 1º trimestre forte.

Mas se virar (dólar/juros/risco), a Bolsa devolve rápido também.

🎯 Então a pergunta não é “vai subir?” — é “minha carteira aguenta volatilidade sem eu me autossabotar?”

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